Equipe médica constata lesões repetitivas
Os profissionais envolvidos no atendimento médico no Trauma perceberam supostos hematomas pelo corpo do bebê, e acionaram os policiais militares de plantão no hospital. A mãe continuou alegando que a criança sofreu uma queda.
Segundo Laércio Bragante, diretor da unidade, a criança já chegou com sinais de grave agressão e morte encefálica.
Ele afirma que, pelas lesões, não existia nenhuma indicação de procedimento cirúrgico. Apesar disso, a criança foi levada para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) onde recebeu tratamento clínico e suporte avançado da ala de pediatria. Porém, por volta das 7h, a criança não resistiu e morreu.
O diretor afirma ainda que a criança tinha múltiplas lesões em várias parte corpo como no rosto, crânio e tórax. "Clássicas da criança agredida, da criança sacudida", disse.
Ainda conforme o Hospital de Trauma, o corpo já foi liberado para a Gerência Executiva de Medicina e Odontologia Legal (Gemol). Os médicos constaram traumatismo craniano.
"A pior lesão foi a lesão craniana, com uma grave agressão do cérebro, um sangramento intracraniano clássico de trauma provocado, trauma repetido. Lesões com sinais mais agudos e lesões mais antigas, de dois, três, quatro dias. Tá provado que eram lesões repetitivas", afirma o diretor.
Conselho Tutelar acionado
O Conselho Tutelar da região foi acionado ainda na quarta-feira (30) e deve acompanhar o caso.
Conforme o conselheiro Ricardson Dias, a mãe afirma que a criança caiu da cama. Porém, quando questionada a respeito das lesões contatadas pelos médicos, ela admitiu que quando perdia a paciência, dava beliscões no filho.
Ainda segundo o conselheiro, a criança é o quarto filho da mãe. Outros dois filhos, além do que morreu, moram com ela: uma menina de 4 meses, fruto de uma gravidez de risco; e outra criança de 4 anos.
A mulher ainda tem outro filho, que mora com uma tia e já teria sido acompanhado pelo Conselho Tutelar e por isso, não residia com a mãe, segundo Ricardson.
Ele informa que a mãe e as crianças serão encaminhadas ao Acolhimento Institucional.
G1 PB