
A Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado (Deicor) da Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu nesta sexta-feira (22) oito homens e uma mulher suspeitos de envolvimento em roubos a instituições bancárias no estado. Armas e drogas foram apreendidas.
A ação foi denominada Marco Zero – uma alusão ao marco zero da cidade de Touros, no litoral potiguar, onde a quadrilha teria iniciado uma série de assaltos. “O grupo atuava de forma integrada e planejada, utilizando material explosivo, forte armamento, e veículos clonados, atuando nos estados do Rio Grande do Norte, Alagoas e Paraíba”, afirmou o delegado Odilon Teodósio, titular da Deicor.
Durante o cumprimento dos mandados de prisão na casa de um dos suspeitos, foram encontrados uma pistola, crack, maconha, além de um veículo clonado. Em outra, um fuzil, dinheiro, celulares, e uma identidade falsa. Nesta segunda residência, houve confronto com os policiais e um suspeito, identificado como Manuel Messias de Araújo, mais conhecido como ‘Vaca’, acabou ferido e depois socorrido ao hospital.
No total, ainda de acordo com a Deicor, a quadrilha é apontada como responsável por pelo menos 8 crimes ocorridos desde o mês de abril. São eles:
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Agentes encontraram um mapa com cidades que provavelmente seriam alvo da quadrilha (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
A Deicor revelou também que no dia 29 de julho deste ano, armas e material explosivo foram apreendidos em uma casa em São José de Mipibu, na Grande Natal. Os artefatos seriam suficientes para explodir 200 agências bancárias. Durante a operação, também foram apreendidos diversos mapas com informações que indicavam as cidades que seriam alvo da quadrilha, a distância entre cada uma delas e o reforço policial que cada uma continha.
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Várias armas e munições também foram apreendidas pela polícia na operação da Deicor em São José de Mipibu (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
“A operação Marco Zero começou no dia 3 de abril, após roubos que ocorreram no município de Touros, revelando, durante as investigações, uma associação criminosa que atuava de forma organizada e planejada, atribuindo funções diferenciadas a cada integrante do grupo, tendo, entre eles, Manuel como líder, que utilizava de armas violentas nos roubos, e contra os policiais”, acrescentou o delegado Odilon Teodósio.
“A partir dos primeiros roubos em Touros, onde a quadrilha teria subtraído R$ 700 mil do Banco do Brasil, iniciamos um processo de monitoramento desse grupo criminoso. Essa organização era especializada em roubar bancos, e altamente planejada para tal fim, distribuindo atribuições diversas a seus integrantes com o fim de facilitar o cometimento dos crimes. O grupo todo era organizado entre líder, pessoas que faziam a ‘linha de frente’ para a explosão dos bancos, armeiros, olheiros, responsáveis por providenciar e adulterar carros roubados, planejadores da logística crimes, e rota de fugas, ou seja, havia uma divisão racional de trabalho e de tarefas, o que fazia da quadrilha uma verdadeira organização criminosa”, detalhou.
G1
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