
Uma operação deflagrada na manhã desta sexta-feira (16) pela Polícia Federal em João Pessoa, Campina Grande e Patos tem o objetivo de desarticular uma quadrinha especializada em fraudar licitações em diversas prefeituras paraibanas.
Segundo informações preliminares, é estimado em cerca de R$ 21 milhões de recursos federais o desvio de recursos, cuja ação criminosa vinha sendo desenvolvida a pelos menos dez anos.
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Batizada de “Dom Bosco”, a investigação tem uma parceria do Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual, Controladoria Geral da União e a PRF – Polícia Rodoviária Federal.
A operação está sendo realizada desde as cinco horas da manhã de hoje, com o objetivo de cumprir 14 mandados de busca e apreensão e quatro de condução.
Estão envolvidas as empresas Livraria Dom Bosco, Gráfica Santo Antônio, Mix Mercadinho e AMPLA Comércio LTDA. As buscas foram feitas nas sedes das empresas e nas residências dos envolvidos.
A sede da prefeitura de Patos também está sendo alvo de busca e apreensão, para obtenção de documentos referentes aos contratos entre a prefeitura e as empresas AMPLA e Mix Mercadinho.
As investigações do MPF apontam que o esquema existiria há mais de uma década e perdurou, neste modelo, até 2013, tendo sido replicado em pelo menos 21 municípios. A investigação revelou que a partir do ano de 2013 o esquema criminoso modificou-se.
Segundo o procurador da República, João Raphael Lima, as investigações para descortinar o esquema criminoso começaram em 2012. Originalmente a organização agia simulando procedimentos licitatórios na modalidade “Carta-Convite”, nas quais competiriam, pretensamente, as empresas Papelaria Patoense, Mix Mercadinho e Livraria Dom Bosco.
“Se antes o grupo se valia de empresas meramente instrumentárias para simular licitações na modalidade ‘Carta-Convite’, a partir de 2013 passou a atuar em licitações na modalidade pregão presencial, firmando contratos de grande valor, sobretudo com a Prefeitura Municipal de Patos.
Em Patos, a operação faz busca e apreensão na prefeitura da cidade.
Entre os presos, estariam o ex-secretário de administração da Prefeitura Municipal de Patos, Corsino Peixoto, a secretária de Assistência Social e irmã do deputado Nabor Wanderley, Helena Wanderley.
Marcone Ferreira
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