
Sob anonimato, fontes da cúpula da PF afirmam ao blog que a saída de Teixeira do cargo já ocorreu por causa da investigação, embora o delegado não soubesse que era investigado.
Antes disso, o delegado foi superintendente da Polícia Federal de Minas Gerais. Sob seu comando, a superintendência investigou a facada sofrida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro durante a campanha para as eleições de 2018.
A investigação aponta que o grupo investigado teria corrompido servidores públicos em diversos órgãos estaduais e federais de fiscalização e controle na área ambiental e de mineração.
Segundo o inquérito, o grupo tinha a finalidade de obter autorizações e licenças ambientais fraudulentas para exploração de minério de ferro em larga escala, incluindo locais tombados e próximos a áreas de preservação, com graves consequências ambientais e elevado risco de desastres sociais e humanos, como já ocorridos no estado com os desastres em Mariana e Brumadinho.
A PF aponta a existência de uma organização criminosa atuando para neutralizar a ação do Estado, atrapalhando investigações e monitorando autoridades e lavando dinheiro.
Segundo a PF, os crimes renderam ao grupo pelo menos R$ 1,5 bilhão. A polícia apontou a identificação de projetos em andamento vinculados à organização criminosa com potencial econômico superior a R$ 18 bilhões.
Por Natália Martins - R7
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