Policial ameaça repórter com arma durante cobertura jornalística, na PB

26/10/2017
Homem sacou arma após confronto com jornalista, em João Pessoa (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)
Homem sacou arma após confronto com jornalista, em João Pessoa (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)

Um policial civil foi filmado exibindo uma arma em público, em ameaça a um repórter durante uma cobertura jornalística na sede do Núcleo Criminal do Ministério Público da Paraíba, no Centro de João Pessoa, na tarde desta quarta-feira (25). O delegado-geral da Polícia Civil informou que solicitou que a Corregedoria instaure um procedimento administrativo disciplinar para apurar o caso.

O jornalista Albemar Santos, que trabalha em uma rádio e em um portal de notícias do estado, explicou que estava ao telefone, aguardando um entrevistado, e o policial chegou por trás, querendo ter acesso à entrada do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). “Por onde ele queria passar, eu teria que sair do meio. Em vez de ele chegar pedindo licença, ele chegou me empurrando”, relatou Albemar. 

 

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Inicialmente, ele explicou que achava ser um colega de imprensa brincando. “Mas ele voltou a executar essa ação inclusive de forma mais acintosa, com as duas mãos e inclusive falando alto, dizendo que estava querendo passar, para que eu saísse do meio. Eu disse que nao era assim que procedia, que ele tinha que pedir licença”, explicou.

Após o diálogo, os dois entraram em confronto físico. “Foi quando eu percebi que ele sacou uma pistola. Eu fiquei na linha de tiro por alguns segundos”, disse. O momento em que o homem exibe a arma em público foi registrado pela TV Cabo Branco.

O jornalista relatou que outros profissionais de imprensa tentaram intervir, alguns filmando e outros tentando evitar que ele sacasse a arma. “Mas ele conseguiu sacar a arma. Eu consegui me esquivar para sair da linha de tiro e, graças a Deus, não houve a execução do disparo”, lembrou o jornalista.

Em nota, o delegado-geral da Polícia Civil da Paraíba, João Alves de Albuquerque, afirmou que reprova a atitude do policial civil José Alves da Silva, lotado na 1ª Delegacia Distrital da capital, e já determinou a instauração de inquérito policial para apurar o ocorrido e adotar as providências cabíveis no âmbito criminal. João Alves também solicitou que a Corregedoria da Polícia Civil instaure o procedimento administrativo disciplinar e adote as providências que couberem para o caso. 


Do G1PB




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