
Na delação, Livânia fala em um suposto mensalão de R$ 120 mil para João Azevêdo para despesas de campanha, além disso, a ex-secretária também afirmou que entre os anos de 2013 e 2014, alguns deputados estaduais também estariam recebendo mensalão para votar de acordo com o governo: Antônio Mineral, Branco Mendes, Eva Gouveia, João Gonçalves, Lindolfo Pires, Márcio Roberto e Tião Gomes.
Livânia contou que foi convocada para uma reunião com Azevêdo, que estava acompanhado por Waldson Sousa. Neste momento ficou definido que ela não seria mais a responsável pelas propinas. A ex-secretária alegou ainda que Ricardo Coutinho, Cássio Cunha Lima, Luciano Cartaxo e José Maranhão tinham conhecimento do que ela fazia em todas as campanhas eleitorais.
No trecho que se refere a João, Livânia contou que o governador sabia que o dinheiro vinha de contratos com a saúde. Além disso, ela narrou o suposto envolvimento do governador com a corrupção de fiscais em obras de esgoto e também outros repasses de R$ 900 mil para pagar fornecedores de campanha, mas que após a campanha decidiu abandonar o suposto esquema, porém ficou acertado que ela continuaria no governo até o fim do primeiro ano, a pedido do próprio João.
De acordo com a ex-secretária, no período de transição para seu governo, João Azevedo teria demonstrado preocupação e a vontade de romper com as organizações de saúde que geriam hospitais na Paraíba. Então ela o teria alertado que os R$ 120 mil que recebia mensalmente foi a Cruz Vermelha quem deu.
Em entrevista nesta segunda-feira, o governador rebateu as acusações.Ele falou que jamais recebeu recursos de quem quer que seja para fazer uso pessoal e que os recursos de campanha foram bancados pelo partido. “Jamais autorizei que alguém recebesse recursos ilegais. Tivemos uma campanha limpa, a mim cabia estar no mundo rodando como rodei 40 mil quilômetros e não cuidava da área financeira, havia uma coordenação e estrutura que cuidava disso e, infelizmente, os termos usados fazem, de forma equivocada, uma ligação. Mensalão para o governador, eu jamais recebi mensalão de ninguém”, disse.
João alegou ainda que desde o início doa ano começou a tomar medidas com relação as OSs e que acreditava que retaliações iriam acontecer. “Está aí a prova”, disse.
O prefeito de João Pessoa, se limitou a dizer que o governador que precisa se preocupar com a Operação Calvário. “Vocês perguntem ao governador, é uma denúncia muito séria que foi apresentada pela auxiliar do governo em relação ao recebimento de propina, mensalão… tem que ser apurada pelos órgãos fiscalizadores”, disse e finalizou: “A Calvário não tem nada a ver comigo, meu papel é trabalhar por João Pessoa”.
O governador ainda rebateu o prefeito que ‘tirou o corpo fora’ alegando que Cartaxo “tem lá os processos dele” e que “cabe ao MP investigar e o Executivo fazer gestão”.
Em outro trecho, Livânia revelou que o ex-secretário de Administração da gestão de Cássio Cunha Lima, Gustavo Nogueira, a levou a procurar o empresário Roberto Santiago, antes do primeiro turno da eleição de 2010 para pedir ajuda para a campanha.
Pela proximidade do pleito, o empresário teria dito que não dava mais tempo, mas a ex-secretária insistiu que precisava levar o dinheiro para Campina Grande, e Santiago pediu, então, que ela assinasse um cheque no valor de R$ 250 mil. Em troca, o valor foi enviado para o ex-secretário no “Dia D”, na eleição na cidade. A dívida teria sido paga, de acordo com Livânia, no ano seguite, ocasião em que o cheque foi devolvido para ela.
Procurado pela redação do Portal Paraíba.com.br, a assessoria afirmou que o ex-senador não vai se posicionar sobre o fato.
Até o fechamento desta matéria o senador não havia respondido às tentativas de contato feitas pela redação.
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