
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga possíveis crimes praticados pelo ex-presidente da Câmara Municipal de Cabedelo, Lucas Santino, constatou um desvio de cerca R$ 345 mil apenas em um contrato firmado entre a gestão passada e a empresa Nordeste Galpões. Documento apresentado pela Caixa Econômica Federal (CEF) nesta sexta-feira (14) aponta que R$ 225 mil foram depositados na conta da mãe do ex-presidente, Ana Maria Santino da Silva (Veja documentos abaixo).
O presidente da CPI afirmou que ela será convocada para prestar esclarecimentos na casa.
Em entrevista ao Portal MaisPB, o presidente da CPI, Antônio do Vale (PRP), explicou que os R$ 345 mil foram pagos pelo ex-presidente no mês de dezembro, “no apagar das luzes”. Segundo ele, não há registros na Casa da execução de serviços por parte da empresa citada.
“Solicitamos à Caixa que nos apontasse para onde foram esses cheques e nos foi respondido hoje que seis cheques, no total de R$ 226 mil, foram depositadas na conta da senhora Ana Maria Santino da Silva , mãe do então presidente da Casa, Lucas Santino”, explicou o presidente.
Ele reforça que não registros na Casa de que tenha ocorrido licitação ou celebração de contrato de prestação de serviços com a Nordeste Galpões. “Sequer encontramos a sede da empresa, porque ela não funciona no endereço registrado na Receita Federal. Tentamos notificar os proprietários da empresa, que não foram encontrados. Tudo é muito estranho, mas estamos investigando para poder trazer os esclarecimentos”, explicou Antônio do Vale.
Para o presidente da CPI, a partir dos documentos apresentados pela CEF, as denúncias contra Lucas Santino se tornam ainda mais graves, com uma possível formação de organização criminosa envolvendo o ex-presidente e seus familiares.
Fraude na limpeza de coqueiros
Entre as denúncias que pesam contra o ex-presidente estão supostos desvios de recursos em pagamentos para limpeza de coqueiros, por exemplo.
Conforme o relator da CPI, Junior da Tele (PEN), a Comissão tomou, na semana passada, o depoimento de José Alves, responsável por prestar serviços de limpeza de coqueiros, retelhamento e pinturas.
Os cinco contratos firmados entre a Câmara e José Alves totalizavam R$ 43 mil, no entanto, ele afirmou ter recebido apenas R$ 3 mil. “O mais grave é que informações obtidas no Sagres (Sistema do Tribunal de Contas do Estado) mostram o pagamento de R$ 93 mil”, explicou Junior da Tele.
A CPI vai solicitar à Caixa Econômica Federal que informe o nome da pessoa responsável por efetuar os saques do contrato em questão.
MaisPB
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