Fim da escala 6 por 1: veja como votou cada partido em sessão da Câmara que aprovou PEC

29/05/2026
PEC foi aprovada em dois turnos durante sessão no Plenário da Câmara dos Deputados, nessa quarta. (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)
PEC foi aprovada em dois turnos durante sessão no Plenário da Câmara dos Deputados, nessa quarta. (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)
A Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (27), a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) nº 221/2019, que prevê a extinção da escala de trabalho 6x1 e a redução da jornada máxima para 40 horas semanais. Agora, a matéria precisa ser apreciada pelo Senado Federal.
 
A versão final do texto, com base no parecer do relator, deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA), foi aprovada em primeiro turno por um placar de 472 votos a favor e 22 contrários, com uma obstrução e 18 ausências.
 
Em segundo turno, o quórum ficou menor, com 33 deputados ausentes, e o resultado foi de 461 x 19
 
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O texto que irá ao Senado é um substitutivo de Leo Prates para a PEC protocolada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que previa expediente com 36 horas semanais, e para a PEC nº 8/25, da deputada Érika Hilton (PSOL-SP), de igual jornada, mas com quatro dias de trabalho e três de descanso.
 
A versão final da matéria tramitou na Casa a partir de uma articulação entre os presidentes da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
 
Se aprovada também no Senado, a proposta vai garantir aos trabalhadores dois dias de descanso semanal remunerado — um deles, preferencialmente, aos domingos. Além disso, até 12 meses após a promulgação da emenda, o tempo máximo de expediente não poderá ultrapassar as 40 horas semanais.
 

Movimentações de partidos

O PL (Partido Liberal), que chegou a apoiar uma emenda ao texto que ampliava a jornada para 52 horas semanais, tentou atrasar a votação da matéria. No início da semana, o líder do partido na Casa, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse que a legenda apoiaria a proposta apresentada por Erika Hilton.

Internamente, o anúncio foi visto como uma forma de tumultuar o debate e constranger o governo federal, que deixaria de apoiar um texto mais favorável aos trabalhadores em nome do acordo firmado com o presidente da Câmara.

Em primeiro turno, dos 22 deputados que rejeitaram o projeto defendido pelo Palácio do Planalto, 11 eram do PL:

  • Bibo Nunes (RS)
  • Caroline de Toni (SC)
  • Daniel Freitas (SC)
  • Daniela Reinehr (SC)
  • Julia Zanatta (SC)
  • Mauricio Marcon (RS)
  • Nicoletti (RR)
  • Paulo Marinho Jr. (MA)
  • Ricardo Guidi (SC)
  • Rosangela Moro (SP)
  • Zé Trovão (SC)

Já o Novo orientou que todos os parlamentares do partido votassem contra a PEC. Em primeiro turno, os quatro deputados do grupo que estavam presentes votaram em “não”:

  • Adriana Ventura (SP)
  • Gilson Marques (SC)
  • Marcel van Hattem (RS)
  • Ricardo Salles (SP)

Nesse partido, também foi contabilizada uma obstrução, do deputado Luiz Lima (RJ).

O União Brasil registrou duas rejeições à PEC:

  • Fabio Schiochet (SC)
  • Fausto Pinato (SP)

Assim como o União, o MDB (Movimento Democrático Brasileiro) teve dois parlamentares contra o texto:

  • Carlos Chiodini (SC)
  • Rafael Pezenti (SC)

Em outras três legendas, um congressista se posicionou contra a diminuição da escala:

  • PSD (Partido Social Democrático): Lucas Redecker (RS)
  • PP (Progressistas): Sergio Turra (RS)
  • Missão: Kim Kataguiri (SP)

No PT (Partido dos Trabalhadores), sigla da base governista, todos os 65 deputados presentes no Plenário da Câmara votaram a favor da PEC.

Além disso, foram registradas 18 ausências na sessão:

  • Adolfo Viana (PSDB-BA);
  • Afonso Motta (PDT-RS);
  • Alexandre Leite (União-SP);
  • Arnaldo Jardim (Cidadania-SP);
  • Cobalchini (MDB-SC);
  • Dilceu Sperafico (PP-PR);
  • Geovania de Sá (Republicanos-SC);
  • Guilherme Derrite (PP-SP);
  • João Carlos Bacelar (PL-BA);
  • José Priante (MDB-PA);
  • Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP);
  • Newton Cardoso Jr (MDB-MG);
  • Padovani (PP-PR);
  • Pedro Lupion (Republicanos-PR);
  • Roberto Monteiro Pai (PL-RJ);
  • Sergio Souza (MDB-PR);
  • Tião Medeiros (PP-PR); e
  • Yandra Moura (União-SE).

Segundo turno

À exceção de Fausto Pinato (União-SP), que mudou de voto no segundo turno, e dos ausentes, todos os demais mantiveram o posicionamento adotado na primeira votação.

 

Os 33 ausentes no segundo turno foram:

  • Adolfo Viana (PSDB-BA);
  • Alexandre Leite (União-SP);
  • Arnaldo Jardim (Cidadania-SP);
  • Átila Lins (PSD-AM);
  • Beto Pereira (Republicanos-MS);
  • Célio Studart (PSD-CE);
  • Cobalchini (MDB-SC);
  • Diego Andrade (PSD-MG);
  • Dilceu Sperafico (PP-PR);
  • Eriberto Medeiros (PSB-PE);
  • Geovania de Sá (Republicanos-SC);
  • Guilherme Derrite (PP-SP);
  • João Carlos Bacelar (PL-BA);
  • Jorge Araujo (PP-BA);
  • Julio Arcoverde (PP-PI);
  • Júlio César (PSD-PI);
  • Luciano Vieira (PSDB-RJ);
  • Luiz Lima (Novo-RJ);
  • Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP);
  • Marcos Pereira (Republicanos-SP);
  • Marcos Pollon (PL-MS);
  • Misael Varella (PSD-MG);
  • Newton Cardoso Jr. (MDB-MG);
  • Padovani (PP-PR);
  • Paulo Marinho Jr (PL-MA);
  • Pedro Lupion (Republicanos-PR);
  • Roberto Monteiro Pai (PL-RJ);
  • Sergio Souza (MDB-PR);
  • Sidney Leite (PSD-AM);
  • Silvio Antonio (PL-MA);
  • Tião Medeiros (PP-PR);
  • Yandra Moura (União-SE); e
  • Zé Trovão (PL-SC).

 

Confira o placar:

Placar da votação em segundo turno da Proposta de Emenda à Constituição nº 221/2019, na Câmara dos DeputadosPortal da Câmara dos Deputados/Reprodução – 28.05.2026

 

 Bruna Pauxis, do R7, em Brasília




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