Hugo Motta admite corporativismo na CPI da Petrobras: "Isso é fato"
23/10/2015
O presidente da CPI da Petrobras, Hugo Motta (PMDB), comentou hoje (22) o resultado dos trabalhos da Comissão que decidiu não responsabilizar nenhum dos políticos que estão sofrendo indiciamentos na Operação Lava Jato. Apesar de reconhecer a frustração da sociedade, Hugo avaliou que, por ser formada por políticos, a CPI recebe mais cobranças do que outras entidades e autoridades que também estão investigando os casos decorrupção na Petrobras.
- Nunca é demais salientar que os instrumentos investigativos que detém a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Justiça Federal são mais robustos e dão mais condições para avançar nas investigações. Temos limites claros e foi discutido, ao longo da CPI, sobre a necessidade de uma mudança na legislação.
O deputado se isentou da votação do relatório do deputado Luiz Sérgio (PT-SP), aprovado por maioria, alegando que mantera sua imparcialidade, mas reconheceu que o trabalho da CPI também foi corporativo.
- Também não vou esconder que existem conveniências político-partidárias. Isso é fato. A Casa é corporativa como toda e qualquer organização. Mas não podemos culpar a CPI por não ter avançado da maneira que se queria nas investigações.
Sobre seu colega de partido, o presidente da Câmara Federal que sofre acusações de participação no esquema de corrupção da estatal e de manter contas não declaradas na Suíça, o peemedebista alegou que não fez nova convocação para Eduardo Cunha por falta de prazo uma vez que não houve acordo entre os líderes para prorrogação dos trabalhos da Comissão.
- O deputado Eduardo Cunha é responsável por tudo que disse na CPI e vai responder no Conselho de Ética porque já existe um processo instaurado pedindo sua cassação por ter mentido na CPI.
A entrevista foi concedida a rádio 98 FM.
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