
Ao G1, o advogado do vereador Renan Maracajá, Rodrigo Lima, disse que respeita a decisão judicial, mas que não concorda com a condenação. Ele informou ainda que a defesa vai apresentar um recurso no momento oportuno, já que ainda não foi notificada.
Renan foi condenado a uma pena de 36 anos e 10 meses, sendo 22 anos e 10 meses de reclusão e 14 anos de detenção. A sentença deverá ser cumprida, inicialmente, em regime fechado.
Ele também deverá fazer o pagamento de 788 dias multa e 5% do valor de cada contrato celebrados através das licitações fraudadas. Cada dia multa foi avaliado em cinco salários mínimos vigentes em 2019, no valor de R$ 998.
O G1 tentou entrar em contato com defesa dos condenados, mas até a publicação desta matéria não obteve sucesso.
O grupo foi condenado pelos crimes de pela prática do crime de organização criminosa, falsidade ideológica, uso de documento falso, lavagem de capitais, obstrução da justiça e fraude ao caráter competitivo de licitação.
O vereador de Campina Grande Renan Maracajá (PSDC)
é apontado como integrante da organização criminosa. Segundo o juiz da 4º Vara Federal, Vinícius Costa Vidor, o parlamentar está envolvido com as empresas beneficiadas no esquema. Renan Maracajá foi o vereador mais votado nas últimas eleições, obtendo 4.977 votos.
De acordo com a decisão, "no que se refere ao vereador Renan Maracajá, verificou-se, por meio das interceptações [telefônicas], que o mesmo também integra o grupo criminoso, valendo-se de empresas compartilhadas com os investigados Severino Maia de Miranda, Marco Antonio Quirino da Silva e Flávio Souza Maia para fraudar os certames públicos".
Na denúncia do MPF, é relatado que interceptações telefônicas mostram os empresários falando sobre depósitos em dinheiro para o parlamentar. Apesar das afirmações do juiz Vinicius Costa Vidor, o vereador não foi alvo de mandados de busca e apreensão e nem de prisão. Em nota, Renan Maracajá negou qualquer envolvimento e relação com os acusados, bem como se colocou à disposição da justiça para colaborar com as investigações.
A Operação Famintos foi desencadeada no dia 24 de julho em Campina Grande e outras cidades da Paraíba. Polícia Federal, Ministério Público Federal e Controladoria-Geral da União investigam um suposto esquema de desvios de recursos federais do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), geridos pela Prefeitura de Campina Grande. O prejuízo ultrapassa R$ 2,3 milhões.
Segundo o MPF, foi instaurado um inquérito para apurar supostos delitos relacionados a licitações e contratações fraudulentas no município de Campina Grande, principalmente na Secretaria de Educação, envolvendo empresas de fachada e desvio de verbas provenientes de programas federais para compra de merenda escolar.
Por G1 PB
Encerramento do 120º Conselho Regional de Obreiros em Bananeiras
Abertura do 120º Conselho Regional de Obreiros em Bananeiras
A história que você não conhece do Bananeiras Online é revelada em entrevista