
Após a divulgação dos exames que mostraram indícios da relação do Zika vírus com os casos de microcefalia, a Prefeitura de Campina Grande adotou uma série de medidas para enfrentamento do surto da doença congênita em bebês. Uma das ações é a prevenção ao mosquito Aedes Aegypit, transmissor da Dengue, Chicungunya e Zika. Para isso, na manhã desta segunda-feira (23), será realizado um mutirão de conscientização e combate ao vetor no bairro das Malvinas.
A concentração da mobilização, que deve reunir Agentes de Combate às Endemias, estudantes e técnicos de diversos órgãos do poder público municipal, será na esquina da Rua Jamila Abraão Jorge com a Rua das Jaboticabeiras, a partir das oito horas. Os participantes da ação vão visitar as casas do bairro, distribuindo materiais informativos e alertando a importância da população no combate ao mosquito. Equipes da Sesuma também irão participar da atividade, com ações de limpeza nos terrenos baldios da comunidade.
Além do trabalho educativo, durante o mutirão, os Agentes de Combate às Endemias irão fazer o tratamento de águas acumuladas em potes, baldes e toneis. De acordo com o último levantamento feito na cidade, 80% dos focos de reprodução do mosquito foram encontrados em reservatórios dentro das residências. Esta ação só será possível porque o prefeito Romero Rodrigues determinou a aquisição do larvicida, com recursos próprios da prefeitura. O insumo utilizado no combate ao mosquito, que é de responsabilidade do Ministério da Saúde, está em falta em várias cidades brasileiras.
De acordo com a secretária municipal de saúde, Luzia Pinto, os mutirões deverão acontecer ainda nos bairros que apresentaram os maiores índices de infestação do mosquito. "Nesta primeira etapa vamos focar nas Malvinas e na Liberdade, onde foram registrados mais casos de pessoas com sintomas de Dengue, Chikungunya e Zika. Em seguida, partiremos para as localidades onde foram encontrados mais focos do mosquito", explicou.
Luzia Pinto informou ainda que o objetivo dos mutirões é envolver a sociedade no controle da proliferação do Aedes aegypti, diminuindo o risco de infecção por Zika vírus pelas gestantes. "Se realmente for comprovada a relação de Zika com a microcefalia, a nossa responsabilidade enquanto agentes públicos e cidadãos no combate ao mosquito aumenta ainda mais", alertou a secretária.
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