
Estima-se que quase 20 mil paraibanos tenham lúpus, doença silenciosa que acomete 0,5% da população, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia. No ambulatório de Reumatologia do Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW), única unidade de referência do Estado, 11,71% dos atendimentos são em decorrência do lúpus e o número de casos cresceu 4% no ano passado. Incurável, quem precisa conviver com a doença pelo resto da vida enfrenta uma série de desafios, que começam com o diagnóstico, acesso a tratamento e atenção com a saúde, já que a medicação reduz a imunidade. O sol é o principal inimigo dos pacientes, o que exige cuidados maiores na região Nordeste, onde há incidência solar é maior. As mulheres são as principais vítimas, representando 90% dos casos.
No HULW, 10,39% dos pacientes reumatológicos são de lúpus e cada um realiza em média três consultas por ano. Doença crônica autoimume, inflamatória e sistêmica, de causa desconhecida, influenciada por predisposição genética e alteração no sistema imunológico, segundo a médica Danielle Egypto, presidente da Sociedade Paraibana de Reumatologia.
“No desencadear da doença entram como ponto de gatilho o estresse, alterações hormonais, infecções (vírus, bactérias), que causam perturbação no sistema imunológico, de defesa e equilíbrio. Ele passa a reconhecer substâncias (proteínas) próprias como estranhas e produzir anticorpos (que deveriam defender de agressões externas) contra suas próprias estruturas”, explicou a reumatologista.
O rim é o órgão mais afetado, podendo levar o paciente à hemodiálise.
Bruna Vieira /Correio da Paraíba
Correio da Paraiba
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