
A Embaixada da Rússia no Brasil afirmou que está negociando um acordo sobre a vacina recém-registrada contra a covid-19 com o governo do estado da Bahia.
Em nota, a Embaixada informou que, no dia 30 de julho, o chanceler russo, Sergey Akopov, participou de uma videoconferência com o governador baiano e presidente do Consórcio do Nordeste, Rui Costa, e o secretário de Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas.
Acompanhe o Bananeiras Online também pelo twitter, facebook, instagram e youtube
O tema da conversa foi uma possível parceria entre as instituições de pesquisa baianas e os centros científicos russos nos testes e produção do imunizante. Foi discutida também a possibilidade de outros estados da região se juntarem à negociação.
Leia mais: Rússia registra primeira vacina do mundo contra covid-19
De acordo com o CEO do Fundo de Investimentos Diretos da Rússia (RDIF, na sigla em russo), Kirill Dmitriev, está negociando diretamente com outras instituições de pesquisa, empresas e produtores brasileiros para estabelecer parcerias na distribuição de testes e medicamentos, bem como no desenvolvimento e produção da vacina contra o novo coronavírus.
"Esperamos que daqui a pouco vejamos os frutos concretos desta cooperação. Pelo menos, por parte da Embaixada da Rússia no Brasil, garantimos que empenharemos todos os esforços para facilitá-lo", diz a nota.
Em entrevista à TV Bahia no último dia 3, Rui Costa confirmou a reunião com as autoridades russas para garantir o interesse do estado e da região nordestina na vacina que está sendo produzida.
"Nós tivemos, uma reunião pela internet com o embaixador da Rússia, demonstrando interesse da Bahia e dos estados do Nordeste em ter essa parceria, tanto para ajudar a fazer os testes da vacina, como eventualmente participar do processo de vacinação", disse Rui.
Sobre a desconfiança da comunidade científica, devido à rapidez de produção e falta de transparência no processo da Rússia, o governador afirmou que todas as instituições que estão produzindo a vacina estão seguindo normas severas de controle, que não permitiriam a aplicação de uma substância que não fosse segura.
Rui reiterou que ainda não há prazo para o início da aplicação das vacinas contra a covid-19, mas demonstrou confiança para 2021.
No fim de julho, o governador da Bahia já havia anunciado o apoio do Estado à testagem da vacina chinesa contra a covid-19, em parceria com o laboratório americano Pfizer.
Os testes são feitos pelas Obras Sociais Irmã Dulce e pelo pesquisador Edson Moreira, responsável por um centro de pesquisa que está funcionando nas instalações da entidade, no bairro Dendezeiros, em Salvador.
De acordo com o governo, serão realizados 1 mil testes, sendo 500 com placebo e 500 com carga antiviral, para o início da fase 3 de testagem. Rui ainda garantiu que "é de interesse da gestão estadual inserir a Bahia nesse cenário de testes de vacina contra a covid, sejam vacinas desenvolvidas por organismos públicos ou por laboratórios privados, como o da Pfizer".
"É importante que nós estejamos inseridos nos diversos fabricantes, para que possamos ter, em breve, a disponibilidade dessas vacinas aqui no Nordeste e na Bahia."
Além da Bahia, na terça-feira (11), o governo do Paraná também demonstrou interesse na vacina russa e anunciou que vai assinar, nesta quarta (12) um acordo com o Ministério de Saúde da Rússia para a produção do imunizante.
O acordo prevê que o Estado realize testes, produza e distribua a vacina após a validação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que vai analisar os resultados das pesquisas russas.
No entanto, a Anvisa afirmou ontem que não recebeu ainda pedidos de autorização para pesquisa ou de registro de vacina elaborada pela Rússia.
"Desta forma, não é possível para a Agência fazer qualquer avaliação ou pronunciamento em relação a segurança e eficácia deste produto antes que tenha acesso a dados oficiais apresentados pelo laboratório", disse o órgão em nota.
Após a assinatura do acordo, segundo o governo do Paraná, o próximo passo é o compartilhamento do protocolo russo com a Anvisa no Brasil para a liberação das próximas etapas.
O Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná) deve ser um dos polos de produção e distribuição da imunização para a América Latina e representante técnico na parceria.
O governo do Paraná discute parceria para desenvolver tanto a vacina da Rússia como da chinesa Sinopharm por meio do Tecpar.
por Agência Estado
Encerramento do 120º Conselho Regional de Obreiros em Bananeiras
Abertura do 120º Conselho Regional de Obreiros em Bananeiras
A história que você não conhece do Bananeiras Online é revelada em entrevista