PF investiga uso de CPFs de 549 mortos em operações de câmbio ligadas a esquema de bets

Por Administrator · 15 de agosto de 2026
A Polícia Federal afirma ter identificado o uso de 549 CPFs de pessoas mortas em documentos utilizados em operações ligadas à Pixbet, alvo de operação na Paraíba, São Paulo e mais três estados para investigar a empresa na quinta-feira (13). A Operação Arena apura um suposto esquema de evasão de divisas e lavagem de dinheiro por meio de apostas esportivas.
Segundo a representação enviada à Justiça Federal, documentos da movimentação financeira com suposta lavagem de dinheiro em paraíso fiscal, continham registros associados a falecidos – alguns há mais de 20 anos.
Os nomes vinculados aos números de CPF chegaram a ser alterados após alerta ao Conselho de Controle de Atividades Financeira (COAF) disparado pelo sistema que autoriza a compra de moeda estrangeira (ACAM). Apesar da identificação das irregularidades e da notificação à Anspace, instituição de pagamento mais utilizadas pelo grupo Pixbet, os CPFs foram mantidos nas transações.
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🔎 No Brasil, a regulamentação das apostas de bets é fiscalizada pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda. É necessário ter licença oficial para operação no país.
O uso dos CPFs atribuía a terceiros já falecidos uma falsa identidade na realização de operações de câmbio não autorizada, com intuito de promover a saída de dinheiro de um país para o exterior, o que se configura crime de evasão de divisas.
Ainda na quinta-feira (14), o Ministério da Fazenda determinou a suspensão imediata da operação da Pixbet. A medida cautelar também estabelece o cancelamento das apostas em curso e a devolução dos valores apostados aos usuários.
O g1 entrou em contato com a defesa da Pixbet na quinta-feira. A defesa da empresa disse que não teve acesso a determinação que autorizou a operação e que foi “pega de surpresa”. A defesa disse ainda que, quando tiver acesso à decisão, vai se manifestar.
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Por Bruna Couto, g1 PB