
Após essa triagem, os dados considerados pertinentes seguirão para a Procuradoria-Geral da República e para o Supremo Tribunal Federal. A conclusão do relatório técnico ainda deve levar algumas semanas, já que os investigadores tentam recuperar arquivos apagados.
Mesmo sem autorização da defesa, a Polícia Federal obteve acesso aos celulares de Vorcaro, de parentes, de ex-sócios e do investidor Nelson Tanure.
Em depoimento, o empresário se recusou a fornecer a senha do próprio aparelho, sob o argumento de risco de vazamento de informações pessoais e de relações privadas.
A análise ocorreu em uma área de acesso restrito do Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília. O conteúdo extraído já integra os autos encaminhados à Procuradoria-Geral da República.
O material terá peso na definição dos próximos passos do inquérito, sob relatoria do ministro Dias Toffoli, no STF.
Para acessar os dados, a PF utiliza ferramentas especializadas, como o Cellebrite, de origem israelense, e o GreyKey, desenvolvido nos Estados Unidos. Os sistemas permitem a extração de informações armazenadas em celulares com iOS e Android, mesmo quando os aparelhos permanecem bloqueados.
No dia em que Vorcaro prestou depoimento à Polícia Federal sobre a negociação envolvendo o BRB (Banco Regional de Brasília), o advogado Roberto Podval justificou à delegada Janaína Palazzo a negativa em autorizar o acesso ao celular do empresário. Segundo ele, a decisão decorreu da falta de confiança na preservação do sigilo.
Antes da acareação entre Vorcaro e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, Podval afirmou que perguntas feitas durante a oitiva teriam chegado à imprensa cerca de 20 minutos após o encerramento do depoimento.
“As perguntas que foram feitas, e aqui o maior respeito pelas autoridades, mas é bom que se diga, as perguntas que foram feitas hoje aqui pela senhora, que eram perguntas ditas pelo ministro, estavam na imprensa noticiadas quando acabou o ato”, disse Podval.
Ainda conforme a defesa, o episódio teria violado a garantia de sigilo do depoimento, condição apresentada pela autoridade policial ao solicitar acesso ao celular do empresário.
“O Vorcaro nem celular trouxe, que era para não ter o risco de nada. E nós somos surpreendidos 20 minutos depois de acabar a audiência com esse fato. É lamentável e deve ser apurado, porque mexe com coisas importantes, com a vida de todos nós”, afirmou o advogado.
Por Natália Martins, da RECORD, e Leonardo Meireles, do R7, em Brasília
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