Internet de graça: Lista de aparelhos compatíveis com a Starlink

03/11/2025

A tecnologia de internet via satélite da Starlink vem ganhando destaque internacional. A proposta é permitir que smartphones se conectem diretamente aos satélites — em especial em regiões remotas ou com cobertura de rede móvel inexistente.
 
No Brasil, ainda há questões regulatórias e operacionais a serem resolvidas, mas a expectativa de “internet grátis” ou de pelo menos “conectividade emergencial” acende o interesse dos usuários.
 
Como funciona a “internet grátis” da Starlink para celulares
 
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Abaixo, os principais pontos para entender o funcionamento.
 
Tecnologia e mecanismo
 
  • A Starlink opera com satélites em órbita baixa da Terra (LEO – Low Earth Orbit) para oferecer conectividade em locais sem infraestrutura terrestre adequada.
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  • Um dos serviços é o chamado Direct to Cell (D2C) — que possibilita que smartphones façam conexão direta com os satélites sem precisar de antenas externas especializadas.
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  • A ideia é que, quando o aparelho não encontrar nenhum sinal de torres terrestres da operadora, ele “caia” automaticamente para a rede satelital da Starlink/operadora parceira. 
 
O que “gratuito” significa (e o que de fato oferece)
 
  • - Inicialmente, o serviço gratuito via satélite não tem a previsibilidade de internet 4G/5G convencional. Ele pode se limitar a envio de mensagens de texto (SMS), localização, serviços de emergência;
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  • - Em alguns relatos, já há expansão para dados móveis (internet) em fase de testes ou futuras versões;
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  • - Portanto, “internet grátis” não significa necessariamente navegação completa e livre como em uma rede normal — especialmente nesta fase inicial.
 
Requisitos básicos para conseguir se conectar a Starlink
 
 
Para que o smartphone funcione com esse tipo de rede:
 
  • - Deve ser compatível com a tecnologia LTE/5G e com as funcionalidades necessárias para D2C.
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  • - Sistema operacional atualizado — Android ou iOS.
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  • - Visão desobstruída para o céu ou ambiente onde o sinal do satélite possa se estabelecer (menos obstáculos, como edifícios altos ou árvores densas). 
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  • - No caso do Brasil, aguardar a autorização da operadora local e da agência reguladora (no caso, Anatel) para que o serviço seja comercializado ou liberado. 
 
Lista de aparelhos compatíveis ou em vias de compatibilidade
 
 
A seguir, uma seleção dos modelos que já são apontados como compatíveis ou com possibilidade de suporte à conexão via Starlink (D2C). Como o serviço pode variar conforme país e operadora, sempre confira com a operadora local ou o fabricante.
 
Exemplos de aparelhos compatíveis
 
  • - Apple – iPhone 14 e posteriores (incluindo variantes Plus, Pro, Pro Max) são citados em algumas listas.
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  • - Google – Google Pixel 9 (e posteriores) aparecem como compatíveis.
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  • - Samsung – Algumas linhas como Galaxy A14, A35, A53 e posteriores, Galaxy S21 e posteriores (incluindo S21 Ultra, S22, S23, etc) e linhas dobráveis (Fold/Flip) também aparecem. 
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  • - Motorola – Modelos lançados a partir de 2024 (como linhas Edge, Razr, Moto G) têm menção como “capacitados” para o futuro suporte. 
Importante: contexto de Brasil
 
  • - No Brasil, ainda não há comercialização oficial ampla confirmada para este serviço de internet via satélite para celulares da Starlink. 
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  • - Mesmo que o aparelho seja compatível, será preciso que a operadora local firme parceria com a Starlink e que haja autorização regulatória. 
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  • - Assim, possuir um dos aparelhos acima não garante automaticamente que você terá “internet grátis” via Starlink agora — mas o coloca em condição de compatibilidade futura.
 
Cuidados, limitações e o que esperar
 
 
Antes de se animar com a promessa de “internet grátis”, vale considerar alguns pontos:
 
  • - A cobertura ainda é restrita: em muitos países o serviço está em fase de lançamento ou testes, e a concessão/regulação ainda é pendente em muitos mercados.
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  • - Funcionalidade limitada: inicialmente, envio de SMS e localização são mais seguros que navegação livre. Velocidade e latência podem ser inferiores às redes móveis normais. 
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  • - Obstáculos físicos: edifícios altos, densa vegetação, até condições climáticas adversas podem afetar a conectividade.
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  • - Consumo de bateria: conectar-se a satélites pode demandar mais do aparelho, o que pode reduzir autonomia.
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  • - Não substitui rede 4G/5G tradicional (ao menos por enquanto): a intenção é complementar — especialmente em regiões onde não há cobertura.
 
Situação no Brasil: o que você precisa saber
 
  • - A agência reguladora Anatel ainda avalia as condições para que o serviço seja liberado comercialmente no país.
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  • - Há reportagens de que, no Brasil, alguns aparelhos podem ser compatíveis, mas não há data oficial para liberação ou qual operadora brasileira irá operar em parceria.
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  • - Ou seja: se você está no Brasil e quer “internet grátis” via Starlink no celular, a realidade é: aguardar. Mas estar com um aparelho compatível hoje já é prepara-ção para quando o serviço for liberado.

Lila Cunha - FDR



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