Entenda como será a proposta do governo para tirar a carteira de habilitação sem autoescola

03/10/2025
Durante 30 dias, população poderá opinar em plataforma do governo sobre as mudanças na habilitação.
Durante 30 dias, população poderá opinar em plataforma do governo sobre as mudanças na habilitação.
O governo federal inicia, nesta quinta-feira (2), uma consulta pública para discutir mudanças no processo de obtenção da CNH (Carteira Nacional de Habilitação).

A principal novidade em análise é o fim da obrigatoriedade de aulas em autoescolas, permitindo que os candidatos escolham diferentes formas de se preparar para os exames teórico e prático, que continuarão sendo exigidos.

A iniciativa, conduzida pelo Ministério dos Transportes, recebeu aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e é tratada como prioridade pelo ministro Renan Filho.
 
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Segundo o governo, a proposta tem como foco modernizar o sistema de formação de condutores, reduzir custos e aumentar o número de brasileiros habilitados.

Atualmente, o valor para tirar a primeira habilitação pode chegar a R$ 3,2 mil, o que leva cerca de 20 milhões de pessoas a dirigir sem CNH no país. A expectativa é de que a flexibilização reduza o custo em até 80% e contribua para um trânsito mais seguro.

“Nosso objetivo é modernizar o sistema, garantir liberdade de escolha ao futuro motorista e, ao mesmo tempo, preservar a segurança no trânsito”, declarou Renan Filho.

A minuta do projeto ficará disponível por 30 dias na plataforma Participa + Brasil (www.gov.br/participamaisbrasil/consultas-publicas), e a população poderá enviar sugestões. Depois, o texto será analisado pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

 

Tire suas dúvidas sobre as mudanças na habilitação

Como será feito o processo de obtenção da CNH?

A abertura poderá ser realizada diretamente no site da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) ou pelo aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT).

As aulas em autoescola deixam de ser obrigatórias?

Sim. O candidato poderá optar por estudar sozinho, recorrer a ensino a distância oferecido por empresas credenciadas, usar conteúdos digitais da própria Senatran ou, se preferir, frequentar os Centros de Formação de Condutores (CFCs).

E as provas continuam obrigatórias?

Sim. Exames teórico e prático permanecem como etapas essenciais para garantir que o candidato esteja apto a dirigir.

Será necessário cumprir carga mínima de aulas práticas?

Não. A exigência de 20 horas-aula práticas deixará de existir. O candidato poderá se preparar com autoescolas ou com instrutores autônomos credenciados pelos Detrans.

Quem poderá ser instrutor autônomo?

Profissionais credenciados pelos Detrans, com formação digital supervisionada pela Senatran, avaliação obrigatória e identificação na Carteira Digital de Trânsito.

E as categorias C, D e E?

O processo também será flexibilizado para motoristas de caminhão, ônibus e carretas, que poderão realizar a formação tanto em CFCs quanto em entidades credenciadas, com menos burocracia.

O modelo vai baratear o custo da CNH?

Sim. O governo estima redução de até 80% no valor, devido ao fim da carga horária mínima e à ampliação de opções de ensino, inclusive digitais.

Os CFCs vão perder espaço?

Não. Eles continuarão oferecendo aulas presenciais e online, mas deixam de ter exclusividade. O objetivo é estimular concorrência e oferecer alternativas mais acessíveis.

O processo será menos burocrático?

Sim. Haverá uso de plataformas digitais para conectar alunos e instrutores, com agendamento e pagamento online.

Outros países já adotam esse modelo?

 

Sim. A proposta se inspira em práticas de países como Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Japão, Paraguai e Uruguai, onde os candidatos têm mais autonomia.

Do R7, em Brasília




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