Dvida pblica federal atingi R$ 9 trilhes no ms de maio em 2026

08/07/2026
Lula ao lado de Haddad Foto: Agncia Brasil
Lula ao lado de Haddad Foto: Agncia Brasil
A dívida pública federal brasileira chegou à marca de R$ 9 trilhões em maio, registrando crescimento de 2,66% na comparação com abril. Os dados constam no Relatório Mensal da Dívida (RMD), divulgado pelo Tesouro Nacional, e refletem o avanço do endividamento do governo em meio às necessidades de financiamento e à incorporação de juros sobre os títulos públicos.

Segundo o relatório, a alta foi impulsionada principalmente pela emissão líquida de títulos, que somou R$ 134,46 bilhões no período, além da apropriação positiva de juros, equivalente a R$ 99,94 bilhões. Esses fatores contribuíram para elevar o estoque da dívida ao maior patamar já registrado.

 

Com o resultado de maio, o volume da dívida ficou abaixo da faixa projetada pelo Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026, que prevê um estoque entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões ao longo do ano. Apesar disso, outros indicadores monitorados pelo Tesouro permaneceram dentro das metas estabelecidas.

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Perfil da dívida e participação dos investidores

O prazo médio da dívida pública federal passou de 4,12 anos em abril para 4,07 anos em maio. O indicador representa o tempo médio necessário para que o governo refinancie seus compromissos e segue dentro do intervalo considerado adequado pelo PAF 2026, entre 3,8 e 4,2 anos.


Durante a apresentação do relatório, o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Helano Borges Dias, afirmou que houve redução da aversão ao risco por parte dos investidores ao longo de maio. Segundo ele, a melhora na percepção do mercado esteve relacionada às perspectivas de redução das tensões envolvendo Estados Unidos e Irã.


O levantamento também mostra que quase metade da dívida permanece vinculada à taxa básica de juros (Selic), atualmente em 14,25% ao ano. A composição da carteira ficou distribuída entre títulos atrelados à Selic (48,99%), aos índices de preços, como o IPCA (26,26%), títulos prefixados (21%) e papéis indexados ao câmbio (3,75%).


Entre os principais detentores da dívida pública, as instituições financeiras seguem na liderança, ampliando ligeiramente sua participação de 31,46% para 31,54% no período. Já a fatia pertencente à Previdência Social apresentou recuo, passando de 23,32% em abril para 22,92% em maio.


Por Romildo Lacerda 




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