
O ano de 2015 foi marcado pela crise econômica que atingiu a população de todo o país, causando aumento nos preços de vários produtos e serviços em todos os estados. Apesar do reajuste para o novo salário mínimo de R$ 880, divulgado na quarta-feira (30), só entrar em vigor a partir da sexta-feira (1º), os aumentos de preços e tarifas registrados durante todo o ano de 2015, em que o salário mínimo era de R$ 788, comprometeram boa parte da renda dos trabalhadores paraibanos. O G1 selecionou os principais reajustes que aconteceram este ano no estado.
Cesta Básica
Entre os itens que comprometem a renda dos trabalhadores paraibanos, o maior custo é dedicado à cesta básica, conforme pesquisas feitas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pelos Procons municipais. Em 2015, tanto em João Pessoa quanto em Campina Grande, houve aumentos nos valores dos produtos que compõem a cesta.
Na última pesquisa feita pelo Diesse na capital paraibana, em novembro, a cesta básica custava em média R$ 310,15 ao trabalhador, o que representou um comprometimento de 39,35% do salário mínimo no mês pesquisado. Em Campina Grande, a última pesquisa foi feita em dezembro, pelo Procon Municipal, e verificou que a média da cesta básica do município era de R$ 246,15. Os moradores do município tiveram que dedicar, no mês da pesquisa, 31,23% do salário mínimo apenas para comprar os itens da cesta.
Ônibus
As tarifas de ônibus das cidades de João Pessoa e Campina Grande sofreram dois reajustes em 2015, ambas subindo R$ 0,35 entre o valor praticado em janeiro e o valor de dezembro. No mês de fevereiro, a passagem de ônibus da capital paraibana subiu de R$ 2,35 para R$ 2,45. A de Campina Grande, no mesmo mês, saiu de R$ 2,20 para R$ 2,30. O segundo reajuste nos dois municípios foi aplicado no mês de julho, quando a passagem de João Pessoa subiu para R$ 2,70 e a de Campina Grande para R$ 2,55.
Considerando uma pessoa que morou em João Pessoa em 2015, trabalhou em média 22 dias por mês, recebeu um salário mínimo e gastou duas passagens por dia, para ir e voltar do trabalho, de julho até o final do ano, essa pessoa dedicou 15,07% do salário dela (R$ 118,80) apenas para o transporte. Se essa mesma pessoa morasse em Campina Grande, ela teria dedicado 14,23% do salário (R$ 112,20) para o mesmo fim, no mesmo período.
Gasolina
Outro produto cujo preço também subiu em 2015 na Paraíba foi a gasolina. Em João Pessoa, a Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-JP) acompanhou a evolução dos preços do litro do combustível nos postos da cidade.
Na primeira pesquisa feita pelo órgão, em janeiro, o menor valor encontrado foi R$ 2,79, e o maior R$ 3,04, com a gasolina sendo vendida, em média, à R$ 2,91. Em dezembro, a pesquisa constatou que o menor preço encontrado subiu para R$ 3,39 e o maior para R$ 3,99. A média também subiu para R$ 3,69, totalizando um aumento médio, ao longo do ano, de R$ 0,78 no litro do combustível.
Se uma pessoa recebeu um salário mínimo por mês e abasteceu o veículo com gasolina em João Pessoa, esta pessoa dedicou 4,6% (R$ 36,90) do salário a cada 10 litros de gasolina consumidos. Considerando um gasto médio de 20 litros por semana, em quatro semanas esta mesma pessoa teve que dedicar R$ 295,20 para manter o carro com combustível. Este valor representa 37,46% do salário mínimo. Antes dos reajustes, no início do ano, essa mesma pessoa gastava R$ 232,80 (29,5%) do salário, com gasolina na capital paraibana.
Energia Elétrica
Além da tarifa dos transportes coletivos, que teve dois reajustes este ano, outro serviço que sofreu mais de um reajuste em 2015 na Paraíba foi a energia elétrica. O primeiro reajuste, de 39,77%, foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no dia 3 de fevereiro e passou a valer para Campina Grande e mais cinco cidades da Paraíba (Boa Vista, Lagoa Seca, Fagundes e Queimadas) atendidas pela Energisa Borborema Distribuidora de Energia S/A.
Menos de um mês depois, no dia 2 de março, a tarifa das cidades atendidas pela Energisa Borborema aumentou 5,7% e os municípios atendidos pela concessionária Energisa Paraíba, que atende o resto do estado, tiveram alta de 3,8%. Outro reajuste na conta de energia para os municípios atendidos pela Energisa Paraíba começou a vigorar no dia 28 de agosto, após a Aneel aprovar, três dias antes, um aumento de 10,51% para os consumidores residenciais.
G1
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