CPI aprova quebra de sigilos de cunhado de Vorcaro e convocao de ex-dirigentes do BC

11/03/2026
A comisso investiga a atuao e funcionamento de organizaes criminosas. (Foto: Geraldo Magela/ Agncia Senado)
A comisso investiga a atuao e funcionamento de organizaes criminosas. (Foto: Geraldo Magela/ Agncia Senado)
CPI do Crime Organizado aprovou nesta quarta-feira (11), requerimentos que miram o cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, e ex-funcionários do Banco Central acusados de terem ligação com o dono do Banco Master.

A comissão aprovou, em bloco, as quebras dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático de Zettel, a convocação de Bellini Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza, respectivamente o ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária e o ex-diretor de Fiscalização do BC, e informações detalhadas sobre o processo administrativo que culminou na demissão dos dois. 
 
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Além disso, a CPI pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça o envio de dados presentes em investigações sobre o Banco Master, a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático de Luiz Philippi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, assim como informações sobre o óbito dele. “Sicário” se matou poucas horas após ser preso pela Polícia Federal no último dia 4.

Zettel e Vorcaro foram presos nesse mesmo dia, em nova fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.

 

Casado com Natalia Vorcaro, irmã do banqueiro, Zettel é pastor da igreja Lagoinha. Ele era o intermediário e coordenador de empresas de fachada de Vorcaro. Zettel era, inclusive, o responsável por repassar R$ 1 milhão por mês para Mourão coordenar e pagar as atividades e os integrantes da “Turma”, grupo que atuava como uma espécie de milícia privada a serviço de Daniel Vorcaro.

Nas mensagens obtidas no celular de Vorcaro, há ordens do banqueiro para o “Sicário” providenciar a intimidação de funcionários e desafetos do grupo e também para “quebrar todos os dentes” do jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo.

O ex-diretor de Fiscalização do BC Paulo Sérgio Neves de Souza vendeu uma fazenda de café por R$ 3 milhões a um fundo de investimentos ligado a Zettel.

 

Neves de Souza é apontado pelas investigações do Banco Central e da PF como um “consultor informal” do Master dentro do órgão, e teria recebido recursos para ajudar Vorcaro a burlar a fiscalização.

Belline retardou o envio de documentos à Polícia Federal que serviriam para a deflagração da primeira prisão do dono do Banco Master.

 

Duas votações deixarão de ser apreciadas pela CPI neste momento e serão analisadas em outra oportunidade, após uma iniciativa da oposição ao governo Lula: a convocação de José Pedro Gonçalves Taques, ex-senador e ex-governador do Mato Grosso, e a as quebras de sigilo bancário e fiscal do ex-ministro da Cidadania de Jair Bolsonaro (PL) João Roma (PL).

Do Estadão Conteúdo, via R7




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