Cunha revela mágoas e chama de covardes Manoel, Aguinaldo e Efraim

21/09/2016

Em uma entrevista concedida hoje à Rede Correio Sat, o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) detalhou sua mágoa com três deputados paraibanos com os quais esperava contar para escapar da perda do mandato, aprovada no dia 13 de setembro com 450 votos contra 10 e nove abstenções. No total, votaram 469 deputados, quando seriam necessários apenas 257 votos.
 
"Covardes, que tinham posições diferentes resolveram ficar com a vida fácil da maioria. Infelizmente, o deputado Manoel Júnior teve esse comportamento. Uma pessoa que realmente sempre foi muito ligada a mim. Não era da tropa de choque porque eu nunca tive tropa de choque. Manoel era um correligionário, sempre me apoiou e sou grato pelos bons momentos em que ele me apoiou. Ele entrou com várias questões de ordem e inclusive ele que afastou o primeiro relator da minha representação mostrando os erros que estavam sendo praticados no processo. Foi grande debatedor. Ao fim, quando ele apresentou o voto com hipocrisia ou covardia, jogou por terra tudo que havia feito antes no processo e obviamente que a população sabe reconhecer aqueles que têm firmeza e os que não têm. Não foi só Manoel Júnior, mas ele foi o mais significante por fazer parte do Conselho de Ética, por ser do meu partido, por várias situações, talvez seja o que mais a gente sinta. Mas, o próprio Aguinaldo Ribeiro, que estava até a madrugada anterior fazendo contas com a gente, fazer aquele voto? 
 
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Na madrugada que antecedia a sua cassação, Aguinaldo Ribeiro estava fazendo contas o senhor?
 
Estava comigo fazendo contas. Da mesma forma que o deputado Efraim [Filho], que foi extremamente privilegiado dentro das situações da CPI, em momentos até delicados... que eu permiti ou não consenti. 
 
O que o senhor quer dizer com momentos delicados?
 
Tinha denúncias de atuação indevida da CPI, enfim, que eu o chamei e apoiei, acreditando nele e assisti aquele posicionamento dele... Votar contra mim não quer dizer que preste ou que não preste, mas o comportamento de Manoel Júnior, Aguinaldo Ribeiro, que foi hipócrita, e Efraim eu não posso deixar de realçar para mostrar a hipocrisia de muitos para que o povo do Estado deles possa conhecer.

Com ParlamentoPB



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