
Em publicação nas redes sociais, disse que a intenção do ministro é “asfixiar financeiramente” sua família e que a medida compromete o sustento de seus filhos, “de apenas 5 e 2 anos”.
A publicação aconteceu um dia depois de Moraes ter autorizado a Polícia Federal a utilizar provas do inquérito criminal contra Eduardo em um processo administrativo disciplinar (PAD) que pode resultar em sua demissão do cargo de escrivão da corporação.
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Na decisão, proferida na segunda-feira, 23, o ministro afirmou que o compartilhamento é “razoável, adequado e pertinente”.
Eduardo está autoexilado nos Estados Unidos há cerca de um ano. Conforme publicado no Estadão, ele teve o mandato de deputado federal cassado em dezembro de 2025 pela Mesa Diretora da Câmara, por excesso de faltas. Em janeiro, a PF determinou seu retorno imediato ao cargo de escrivão, em Angra dos Reis (RJ). Como não se apresentou, a Corregedoria Regional da PF no Rio de Janeiro abriu PAD por indícios de abandono de cargo e o afastou preventivamente das funções em fevereiro. Em 16 de março, a corporação publicou edital de citação no Diário Oficial da União, dando a Eduardo 15 dias para apresentar defesa.
Na postagem, o ex-deputado se referiu a Moraes como “D. Pedro III” e afirmou que não está recebendo salário como escrivão e citou o valor de “quase R$ 20 mil”. Também mencionou contratos no valor de R$ 129 milhões atribuídos à mulher do ministro em um contrato com o Master, e calculou que “seria necessário trabalhar por mais de 537 anos” na PF para atingir cifra equivalente.
O ex-deputado disse temer que uma eventual condenação por improbidade administrativa o torne inelegível por oito anos. E ainda mencionou o caso da ex-presidente Dilma Rousseff como contraposição.
“Se eu fosse condenado por improbidade administrativa, ao contrário do que ocorreu com Dilma Rousseff, ficaria inelegível por 8 anos. Portanto, a intenção é evidente: retirar-me da vida política”, declarou.
Moraes já havia determinado o bloqueio de bens, contas bancárias e chaves Pix de Eduardo em julho de 2025, no âmbito do inquérito que apura articulação de sanções do governo dos Estados Unidos contra autoridades brasileiras. Na ocasião, a mulher de Eduardo também relatou ter tido contas bloqueadas. Não ficou claro se a postagem desta terça se refere àquela decisão ou a uma nova ordem judicial.
Eduardo é réu no STF por coação no curso do processo, acusado de atuar nos EUA para pressionar o Judiciário brasileiro às vésperas do julgamento da trama golpista, no qual seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi condenado. A defesa de Eduardo sustenta que sua atuação configura exercício de liberdade de expressão.
Por Pedro Penteado
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