Eleitorado evangélico dá força a Bolsonaro e Marina, mas prefere Lula, diz Datafolha

24/10/2017
Petista tem vantagem menor entre essa parcela dos eleitores, mas consegue manter liderança em intenções de voto
Petista tem vantagem menor entre essa parcela dos eleitores, mas consegue manter liderança em intenções de voto

Apenas dois em cada dez brasileiros (19%) admitem que votariam em um candidato indicado por lideranças de seu segmento religioso, segundo revela pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha e divulgada nesta segunda-feira (23).

O percentual de eleitores que dizem levar em conta as indicações de lideranças religiosas ao votar é maior entre os evangélicos – que hoje representam o segundo maior contingente religioso do Brasil, abrangendo 32% da população. Segundo o Datafolha , chega a 26% o índice de evangélicos que seguiriam recomendações da igreja na urna eletrônica – taxa que sobe para 31% entre os adeptos do movimento neopentecostal (corrente representada pelas igrejas Universal e Renascer em Cristo). 

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Embora 19% dos brasileiros adeptos de alguma crença admitam a influência da religião em seus votos, o total de eleitores que efetivamente disseram já ter votado em candidatos apoiados por guias de fé é de apenas 9%. Nesse ponto, os evangélicos mais uma vez  presentam índice acima da média: 16%  dessa parcela do eleitorado disse já ter apertado o botão "confirma" para candidatos indicados por líderes de suas igrejas. 

Apesar de a pesquisa mostrar que a grande maioria dos brasileiros nega seguir a igreja ao votar, a religião não é deixada de lado na hora de o eleitor se dirigir à urna eletrônica. Apresentados às hipóteses de se depararem com um candidato católico, um evangélico e um ateu, os eleitores entrevistados pelo Datafolha manifestaram resistência em relação a esse último.

De acordo com o instituto, 25% dos entrevistados disseram que votariam, "com certeza", no candidato católico – que teve rejeição de só 16%. Já o candidato evangélico arrebataria o voto de 21%, enquanto 24% dos entrevistados disseram que não dariam seu voto a ele de jeito nenhum. O candidato ateu, por sua vez, só receberia os votos de 8% dos entrevistados. Mais de a metade dos eleitores (52%) disse que não votaria nesse candidato que não crê em Deus.

Entre evangélicos, Bolsonaro e Marina ganham força, mas seguem abaixo de Lula 

A pesquisa divulgada nesta segunda-feira mostra ainda que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o preferido por 29% dos evangélicos para a eleição presidencial do ano que vem. Apesar de a vantagem do petista ser menor entre essa parcela do eleitorado do que em relação ao quadro geral (onde Lula tem 35% das intenções de voto), o ex-presidente lidera também entre os evangélicos.

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) é o candidato que mais ganharia força caso apenas os evangélicos fossem às urnas em 2018. O parlamentar saltaria de 16% de intenção de voto verificado no quadro geral para 21% de preferência entre os eleitores evangélicos.

Única candidata ligada expressamente à fé evangélica (entre os principais postulantes à Presidência), a ex-senadora Marina Silva (Rede) alcançaria 17% das intenções de voto. No quadro geral, Marina tem a preferência de 14% dos eleitores. 

De acordo com o Datafolha, foram entrevistados 2.772 eleitores em todo o País entre os dias 27 e 28 do mês passado. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

iG

 




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