
Cerca de 2,3 milhões de pessoas voltam às urnas neste domingo (27) para o segundo turno da eleição suplementar para a escolha do governador do Amazonas. Participam da disputa os candidatos Amazonino Mendes (PDT) e Eduardo Braga (PMDB). Ambos já governaram o Estado.
No primeiro turno, Amazonino Mendes ficou em primeiro lugar na disputa, com 38,77%. Eduardo Braga teve a preferência de 25,36% dos eleitores, ficando em segundo. Mendes foi governador do Amazonas entre 1987 e 1990 e entre 1995 e 2003. Já Braga, que hoje é senador, governou o Estado de 2003 a 2010. O peemedebista também foi ministro de Minas e Energia durante o governo Dilma Rousseff (PT).
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A nova eleição foi marcada depois da cassação do mandato do ex-governador José Melo (Pros) e seu vice, José Henrique de Oliveira (Solidariedade) pela Justiça Eleitoral. A dupla foi condenada por esquema de compra de votos na eleição de 2014.
O mandato do novo governador eleito terá duração de pouco mais de um ano, até o dia 31 de dezembro de 2018. A chefia do Poder Executivo amazonense está desde maio sob os cuidados do deputado estadual David Almeida (PSD), que ocupava o cargo de presidente da Assembleia Legislativa do Estado.
Ao todo, o TRE-AM disponibilizou 6.686 urnas eletrônicas em todo o Estado, quase metade está em Manaus, que concentra 1.274.399 eleitores. “Por enquanto está tudo tranquilo, dentro da normalidade”, informou o desembargador Yêdo Simões, presidente do tribunal.
Os mandatos de José Melo e de José Henrique de Oliveira foram cassados no início de maio pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Por maioria de votos (cinco a dois), os ministros entenderam que José Melo tinha, pelo menos, conhecimento da compra de votos realizada por Nair Queiroz Blair dentro do próprio comitê de campanha do candidato, no dia 24 de outubro de 2014.
A empresa de Nair era contratada pelo governo estadual por R$ 1 milhão. Os ministros mantiveram também a multa solidária de R$ 53 mil, aplicada contra o governador e seu vice.
Os votos pela cassação no TSE foram dos ministros Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Herman Benjamin, Admar Gonzaga e Rosa Weber. Votaram a favor da manutenção do governador no cargo os ministros Napoleão Nunes, relator do processo, e a ministra Luciana Lóssio.
Ao todo, a nova eleição no Amazonas vai custar aos cofres públicos cerca de R$ 18 milhões, incluindo o segundo turno. O presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, deverá acompanhar a realização do novo pleito em Manaus.
Por iG, com informações da Agência Brasil
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