
Segundo o MPF, três servidores municipais foram presos em flagrante no dia 4 de outubro de 2024, a dois dias da eleição, transportando cestas básicas em carros oficiais e manipulando alimentos em um prédio público. Parte dos itens era proveniente da merenda escolar, reforçando o desvio de finalidade às vésperas do pleito.
Em trecho considerado decisivo, a Procuradoria Regional Eleitoral afirma que as provas demonstram grave comprometimento da legislação eleitoral e que a atuação dos investigados violou a igualdade entre os candidatos. Para o MPF, a gravidade qualitativa dos atos, ligada à proximidade da eleição, ao uso da estrutura da Prefeitura, à falta de controle e ao impacto político das ações, justifica plenamente a condenação.
A denúncia ganhou força após o depoimento de um morador, que relatou ter recebido uma cesta básica entregue por pessoas em um carro da prefeitura e afirmou que a prefeita esteve em sua casa no mesmo dia pedindo seu voto. Embora a entrega tenha ocorrido no dia 4 de outubro, o recibo apresentado pela defesa foi datado do dia 3, o que o MPF interpreta como indício de falsidade e tentativa de mascarar a prática eleitoral irregular.
Segundo o MPF, a Prefeitura não apresentou qualquer lista, controle, justificativa administrativa ou programação formal das entregas, documentos considerados obrigatórios em ações sociais regulares. Para o órgão, essa ausência total de registro reforça a intenção eleitoral e o uso político de programas sociais. A defesa da prefeita, porém, relata que os documentos que foram apresentados não foram analisados.
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