
O governador Ricardo Coutinho (PSB) teceu severas críticas, nesta segunda-feira (22), a rigidez imposta pela Justiça Eleitoral. Segundo ele, as restrições impostas no atual processo para escolha de novos prefeitos e vereadores têm comprometido a propagação das ideias apresentadas pelos candidatos na disputa.
“Eu acho, sinceramente, que o Brasil precisa discutir melhor essa coisa das campanhas eleitorais porque daqui a pouco estarão matando a política, daqui a pouco estarão dizendo para a população que o mais importante é não ter nada, ou seja, é não ter canal para que a ideia política se expresse. Porque se é para diminuir os custos ou se é para evitar o poder econômico, tem muitas outras formas, uma delas seria tornar mais real o guia eleitoral, ao invés das peripécias que venha a aparecer”, disse.
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Segundo Ricardo Coutinho, é preciso que a Justiça Eleitoral não restrinja, e sim favoreça a ampliação dos canais de divulgação das ideais dos candidatos. “Você não pode privar a população de ter acesso as ideias, essa tem que ser ampliada. Tenho muita preocupação com isso, hoje em dia não se pode nada, a Lei diz até o tamanho de um cartaz que vão colocar em algum lugar, diz até o tamanho do adesivo que se vai colocar no carro, ou seja, é algo antipolítico, apolítico”, frisou.
Apesar das críticas às restrições eleitorais, o governador disse que a culpa não seria do Poder Judiciário, e sim do Legislativo, ou seja, do Congresso Nacional. “Penso eu que não dá dessa forma. Isso não é culpa da Justiça, isso efetivamente é o Congresso que precisa olhar com outros olhos a questão da política, porque acredito que a política seja o único instrumento que tem para fazer esse país avançar, sem retroceder”, comentou.
Ricardo Coutinho disse ainda que, mesmo com as restrições severas, a participação popular na atual disputa eleitoral o tem surpreendido. “Para a minha surpresa há um grande engajamento, eu esperava uma campanha quase sem nenhum engajamento, mas me surpreendo muito, parece que a política está mais forte do que nunca dentro das pessoas, isso não é só em João Pessoa. O povo brasileiro tem feito um caminho muito sofrido, de avanços e tenta hoje segurar para combater qualquer retrocesso social ou econômico. Ele sabe que não dá para desacreditar da política”, concluiu.
Por Ângelo Medeiros - WSCOM
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