
Durante as investigações, a Secretaria da Fazenda de São Paulo identificou que empresas ligadas ao grupo investigado atuavam como empresas interpostas, usadas como intermediárias para simular operações comerciais e evitar o pagamento do ICMS devido ao Estado.
De acordo com a Receita Federal, por meio de complexas operações financeiras, o grupo movimentou mais de R$ 70 bilhões em apenas um ano. Os valores teriam circulado por empresas do próprio grupo, fundos de investimento e offshores, incluindo uma exportadora localizada fora do Brasil, com o objetivo de ocultar e blindar lucros.
“[As operações]financeiras são administradas pelo próprio grupo, que controla empresas financeiras e utiliza estruturas internacionais para blindagem patrimonial”, afirmou o órgão.
A investigação abrange todos os níveis da cadeia de combustíveis, da importação à comercialização ao consumidor final.
Importadoras atuavam como laranjas, adquirindo do exterior nafta, hidrocarbonetos e diesel com recursos provenientes de formuladoras e distribuidoras vinculadas ao grupo.
Apenas entre 2020 e 2025, foram importados mais de R$ 32 bilhões em combustíveis pelos investigados.
A empresa também foi alvo da recente Operação Cadeia de Carbono, na qual foram retidos quatro navios contendo aproximadamente 180 milhões de litros de combustível.
Por conta disso, a ANP (Agência Nacional do Petróleo) determinou a interdição da refinaria após constatar diversas irregularidades, entre elas a suspeita de importação com falsa declaração do conteúdo, já que a gasolina importada foi declarada como derivados de petróleo para industrialização.
A ausência de evidências do processo de refino e indícios de uso de aditivos químicos não autorizados pela regulamentação, pois alteram as características do produto e podem indicar tentativa de adulteração do produto vendido ao consumidor.
Formuladoras, distribuidoras e postos de combustíveis também vinculados à organização sonegavam reiteradamente tributos em suas operações de venda.
Os valores do grupo eram concentrados em empresas financeiras controladas pelo próprio conglomerado, segundo apuração da Receita Federal.
As investigações apontam que uma grande operadora financeira atuava como sócia de outras instituições que também prestavam serviços ao grupo, formando um núcleo financeiro interligado.
De acordo com o órgão, esse núcleo movimentou mais de R$ 72 bilhões entre o segundo semestre de 2024 e o primeiro semestre de 2025.
O esquema envolvia uma empresa financeira “mãe”, que controlava diversas empresas “filhas”, criando operações complexas que dificultavam a identificação dos reais beneficiários dos recursos.
Assim como no caso conhecido como Carbono Oculto, foram exploradas brechas regulatórias, como as chamadas “contas-bolsão”, que impedem o rastreamento detalhado do fluxo financeiro.
As apurações mostram que a principal instituição financeira mantinha 47 contas bancárias em seu nome, todas contabilmente vinculadas às empresas do grupo.
Após a paralisação das distribuidoras ligadas à Carbono Oculto, o grupo alvo da operação Poço de Lobato promoveu uma reestruturação completa de seu modelo financeiro.
O formato adotado desde 2018 foi substituído por uma nova estrutura, com outros operadores e empresas.
Esses operadores, que antes eram responsáveis por movimentações de cerca de R$ 500 milhões, passaram a movimentar mais de R$ 72 bilhões a partir de 2024.
Por Rafaela Soares, do R7, em Brasília
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